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As atividades da Fundação se desenvolvem na Vila de Comillas.
Comillas é, sem dúvida alguma, uma das localidades mais bonitas e conhecidas da Cantábria. Constitui um magnífico conjunto arquitetônico enquadrado em um entorno natural e paisagístico de exceção. Goza de uma privilegiada localização entre o Mar Cantábrico -que a dota de uma bela praia- e os espetaculares Picos de Europa.


Durante a Idade Média Comillas possuía uma população exígua que vivia de seu pequeno porto pesqueiro e de sua atividade agrícola e pecuária. Após vários avatares históricos, seu domínio logo caiu sob o poder do duque do Infantado, descendente dos marqueses de Santillana. Com sua ajuda e aprovação, os vizinhos de Comillas puderam se tornar independentes do porto de San Vicente da Barquera, localidade próxima na qual deviam carregar e descarregar qualquer mercadoria que chegasse ou saísse da vila.
Em finais do século XIX, a história da povoação dá uma guinada importante, graças ao ilustre personagem D. Antonio López. Após regressar de Cuba enriquecido, funda grandes empresas, principalmente em Barcelona, Filipinas e Cuba. Começa a realizar também importantes investimentos em Comillas. Devido a suas contribuições à Guerra de Cuba, o rei lhe outorga o título de Marquês de Comillas.
Ligado às Américas e regressado de Cuba, este personagem histórico se estabelece em Barcelona, casa-se com uma rica herdeira catalã e começa a introduzir em sua vila natal, Comillas, importantes artistas catalães, prelúdio do modernismo. Estes artistas transformam completamente a vila ao introduzir vários estilos neomedievalistas: sua arquitetura pitoresca é boa mostra do neogótico, do neoárabe e do neomudéjar. Um conjunto sobressalente que se destaca por sua excepcional beleza.
Em 1881 e 1882 o Marquês convida o rei Alfonso XII e sua família para passar o verão na vila e se arrumam quatro casas familiares para a corte. Este fato faz com que a fama e prosperidade da vila aumentem notavelmente devido a que grande quantidade de nobres e endinheirados se estabelecem na comarca.
O Marquês começa a construir no sítio de Sobrellano. Iniciam-se as obras com a Capela-panteão, seguem com o Palácio e ambas são concluídas após sua morte.
O Marquês de Comillas cria a Universidade Pontifícia, embora as rédeas do projeto tenham sido levadas pelo segundo Marquês, seu filho dom Claudio. O edifício é pago graças à fortuna marquesal para que os jesuítas possam dar aulas a crianças de escassos recursos. Posteriormente, dom Claudio oferece a propriedade do seminário ao Papa Leão XIII, o qual lhe outorga o título de "Pontifícia". Em finais do século XIX Comillas é um dos lugares, junto com Santander, de maior prestígio estival do Cantábrico.
Atualmente, as praias de Comillas continuam atraindo o turismo e fazem desta localidade uma das povoações costeiras mais atraentes do Cantábrico.
Para mais informação sobre Comillas, visite a seguinte página web: www.comillas.es